O acontecimento recente envolvendo o vídeo viralizado do influenciador Felipe Bressanin, mais conhecido como Felca nas redes sociais, trouxe ao público discussões sobre como proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios e exploração no ambiente virtual.
O vídeo em que Felca denuncia outro influenciador, o paraibano Hytalo Santos, despertou o alerta em diversas famílias brasileiras. Para saber como as famílias têm lidado com a situação e as informações que vão surgindo, entramos em contato com pais e mães da Grande João Pessoa.
Residente no bairro dos Bancários, na capital, com uma filha de 15 anos e um caçula de 10, casal afirma que a tecnologia faz parte do cotidiano de ambos, mas a preocupação maior sempre foi garantir um uso seguro da Internet, desde o início.
Nessa família, os pais recorreram ao Family Link, aplicativo do Google que permite monitorar e restringir conteúdos inadequados. “A gente conhece e usa os recursos para barrar acesso a conteúdos pornográficos, violentos ou que incentivem automutilação”, garante a mãe.
Outra mãe, esta ‘solo’, moradora de Jaguaribe, conta que por mais que tenha impedido o acesso de seu filho de 9 anos às redes sociais, a pressão pelo fato de os colegas da escola já terem celulares e tablets fez com que ela cedesse ao desejo do filho, mas com horários limitados e sempre no aparelho dela e da avó do menino.
A recém descoberta do Family Link pela jovem de 32 anos veio através da mãe de um colega. Segundo ela, a partir do uso da ferramenta disponível na web, o monitoramento na questão dos horários em que o filho poderia ter o acesso ao mundo online ficaram muito melhores.
Um casal de professores, moradores de Mangabeira, pais de uma pré-adolescente de 12 anos, relata que a maior preocupação é o aliciamento online. O pai, de 43 anos, pontua: “Não é exagero estar sempre atento, a Internet é muito perigosa se a gente não estiver junto”.
Tanto ele quanto a sua companheira conversam com a filha sobre os riscos do meio digital, mas não deixam de se preocupar e ficar atentos ao cotidiano da garota.
Todos os entrevistados tinham conhecimento da importância do monitoramento quando se trata de deixar os filhos sozinhos com aparelhos digitais e acreditam que o caso Felca versus Hytalo é algo real e deve ser motivo de muita atenção e preocupação.
Os acontecimentos recentes mostram como a chamada adultização da infância não é uma realidade distante e todos os adultos deveriam prestar muita atenção no tipo de conteúdo consumido por suas crianças.
A busca das famílias por equilíbrio, nessa questão, está presente em quase todos os lares das pessoas entrevistadas pelo Alumia, mas os depoimentos colhidos nessa checagem mostram que esse é um chão a ser pisado com bastante cautela. Especialmente quando se tenta monitorar e controlar acessos na Internet de modo a garantir proteção aos filhos.
Sem esses cuidados e providências, presumível que toda a população infantojuvenil fique exposta e vulnerável a conteúdos danosos ao seu desenvolvimento físico e intelectual.
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Apuração e texto de abertura: Ana Athayde
