“Pior do que pegar é esperar ônibus em João Pessoa”, disse usuário(a) do transporte coletivo urbano da capital em mensagem ao Alumia, sugerindo a este Laboratório verificar o estado em que se encontram os pontos e paradas de ônibus da cidade.
Equipe do Alumia constatou semana passada que a maioria tem estrutura precária, desconforto e falta de conservação, além de flagrante despadronização, tanto visual quanto do material com que são fabricados e instalados os pontos de ônibus. Padronização, só mesmo das placas que sinalizam paradas.
A má qualidade dos equipamentos e do serviço a que se destinam é tamanha que chamou a atenção do jornalista Abelardo Jurema, referência do chamado colunismo social da Paraíba, que cobre essencialmente fatos e eventos de pessoas ricas ou famosas.
A ausência de abrigos para passageiros de ônibus em espera de transporte expõe “falha imperdoável no planejamento urbano de nossas ruas e avenidas”, anotou Abelardo na seção ‘Desce’ da sua coluna publicada na última quarta-feira (30 de julho).
Com mais de 50 anos de atuação na imprensa paraibana, Abelardo Jurema não precisa se deslocar a qualquer rua ou avenida da capital para conferir o descaso e a exposição ao sol ou chuva de quem aguarda ônibus em qualquer ponto ou parada.
Basta trafegar por Tambaú, endereço de classe média alta de João Pessoa. Difícil encontrar cobertura, banco ou acessibilidade (piso tátil, por exemplo) nos pontos ou paradas de ônibus usados mais ou unicamente por quem trabalha para os abastados do bairro.
Quadro semelhante o Alumia registrou em Jaguaribe, Bairro dos Estados, Bessa e bairros da Zona Sul. Mas nem tudo está perdido! É possível encontrar algo decente nos corredores viários onde a Prefeitura da Capital requalificou calçadas, em gestão anterior.
Nas fotografias a seguir, de cima para baixo: um ponto de ônibus bem estruturado na Avenida Epitácio Pessoa, em Tambaú; um sem estrutura alguma na Avenida Hilton Souto Maior (Colibris) e uma parada na Capitão José Pessoa, em Jaguaribe.




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