De 18 a 24 deste mês de agosto, o Alumia saiu às ruas da capital para avaliar acessibilidade em órgãos públicos. A falta de piso tátil e de rampas suficientes para toda a extensão das calçadas são problemas comuns a escolas, postos de saúde, mercados, cemitérios e repartições do Poder Judiciário sediadas em João Pessoa.
Foram visitadas órgãos municipais e estaduais em Tambaú, Altiplano, Manaíra, Jaguaribe, Cristo, Bessa, Colibris e Bairro dos Estados. No Mercado Público de Tambaú (Avenida Ruy Carneiro com a Rua Coração de Jesus, foto abaixo), por exemplo, a acessibilidade é difícil até para pedestres sem mobilidade restrita.

O prédio tem calçadas estreitas em três níveis de degrau. Cadeirante que se desloca pela Ruy Carneiro só acessa a feira local se usar o piso rebaixado de uma loja vizinha ao mercado. O que vier pela Coração de Jesus vai encontrar uma pequena rampa, mas terá dificuldades para superar os batentes.
A equipe do Alumia visitou também o Mercado de Artesanato de Tambaú. Piso tátil? Apenas na entrada de agência da Caixa Econômica, no térreo. Rampas? Cinco: três na frente, na Ruy Carneiro, uma na Avenida Navegantes com a Rua Isidro Gomes e outra na Isidro com a Avenida Maria Sales.
Em Manaíra, a Escola Seráfico da Nóbrega ocupa quase um quarteirão na Avenida Ubirajara Targino Botto com as ruas Lupércio Branco e Coronel Severino Lucena. Tem apenas uma rampa de acesso ao portão de entrada e nenhum piso tátil em todas as calçadas do entorno do educandário.
No Altiplano, prédios da Justiça são também inacessíveis para quem precisa de acessibilidade. A Corregedoria Geral e a Escola Superior da Magistratura (Esma), na Rua Abelardo da Silva Barreto, compartilham calçadas sem rampa para cadeirante e sem sinalização para pessoa de visão reduzida ou nenhuma.

Em Jaguaribe, na Rua Engenheiro Leonardo Arcoverde, a Secretaria Municipal de Habitação Social (foto acima) deveria ser, mas não é exemplo de acessibilidade. Não tem piso tátil e dispõe apenas de uma rampa na calçada que compartilha com unidade da Polícia Militar que serve ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
No Cemitério Público do bairro do Cristo, na esquina das ruas Antônia Gomes da Silveira e Olívia Martins de Almeida Guerra, falta calçada toda pavimentada e sobra lixo, com o reforço de galhos de árvores, alguns com espinhos. Zero acessibilidade tanto para quem passa como para quem entra e não sai mais.
Ainda no Cristo, a Policlínica Municipal da Rua Olívia Martins de Almeida Guerra tem calçada sem piso tátil e sem rampa. Situação parecida com a da Policlínica Municipal Maria Alice Bezerra Cavalcanti, na Avenida Olinda (Tambaú), onde também não tem piso tátil nem rampa.
A falta de acessibilidade afeta até mesmo a Secretaria Estadual de Cultura (Secult), na Rua Hilda Coutinho Lucena, em Miramar. Não tem piso tátil, mas tem desnível entre asfalto e calçada. No mesmo bairro, o Posto de Saúde da Família (PSF) na Rua Macrina Barbosa de Abril tem rampa, mas não piso tátil.
Problema semelhante apresenta a Unidade de Saúde da Família do São José, na Avenida Virgolvino Florentino da Costa (Manaíra), que tem apenas um piso rebaixado na entrada. Já no Bessa, a USF da Rua Napoleão Gomes Varela tem três rampas de acesso (uma delas no estado que mostra a foto abaixo), mas não tem piso tátil. A exceção fica por conta de Colibris, com sua USF dotada de rampa e piso tátil.

O Alumia encontrou duas escolas municipais acessíveis: a Anita Trigueiro do Valle (Altiplano) e a Nazinha Barbosa (Manaíra, foto abaixo). Ambas contam com rampas e piso tátil em suas calçadas.
Providência semelhante tomou quem levou para o Bairro dos Estados a Ouvidoria Geral do Estado, localizada na Avenida Maranhão. O órgão possui calçada com a guia rebaixada e tem piso tátil.

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Apuração: Ana Athayde, Ana Sarah Cordeiro, Caren Braga, Deborah Nascimento, Gabriel Fernandes, Janaína Barbosa, Lara Couras, Maria Rayane e Sônia Lima
Redação: Sônia Lima e Deborah Nascimento

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